Poesia, sexo e devaneios.

Segunda-feira, Janeiro 26, 2004
Quando enfim mergulhei os pés na água era dia cinza, o vento quase frio dissolvendo o verão em torno.

Imagens deleitando os olhos fechados, rendidos; desejo difuso, o sal tomando a pele.
Mar por nós duas, que por vício ou saudade eu te concedo caprichos.
E presença dele no dolorido dos bicos eriçados.
(com a ponta do dedo eu faço girar a roda. e gosto)

Devaneado às 10:25 PM Fala, vai:

Terça-feira, Janeiro 20, 2004

Devaneado às 7:54 AM Fala, vai:

Segunda-feira, Janeiro 19, 2004
Vai pela porta aberta, silenciosamente como entrou.
Ou vira outra coisa, parece, a criar asas e pernas e olhos em lugares insuspeitos.
Vai, literário ou não, dissolvendo a musa em lufadas de banalidade. Sopro. Não mais.

Mas deixa, e era isso o que eu não queria ver, um buraco pulsante. Deixa desejo mal varrido pra baixo do tapete do meu tododia, alimentando a cobra que me revira as entranhas e te traz para mim em sonho de pele e sorriso moreno, de hálito e coxas úmidas e mãos.
E do pau que era outro, vê a ironia?

Hoje eu acordei mareada.
Devaneado às 5:07 PM Fala, vai:

Terça-feira, Janeiro 13, 2004

*
Devaneado às 9:58 PM Fala, vai:

Sexta-feira, Janeiro 09, 2004
Havia calor no não-toque do teu braço passando na minha cintura, e o calor era tanto que eu pedi outra dose e mais outra até tudo rodar colorido ao som do clipe antigo nas muitas telas do bar moderninho.

Havia o não-dito no olhar quase furtivo que eu lancei quando todo mundo te empurrou para perto do bolo rindo e cantando; havia respostas não dadas e lembranças gostosas e um beijo que.

Havia a minha língua muito perto da tua no tchau e boa viagem protocolar no carro, enquanto ela divertida e doce e sacana esperava do lado de fora. Ela que talvez agora esteja com a mão dentro de você ou se contorcendo na tua boca ou tudo mais que eu desejoimaginodegusto passeando os dedos no livro, a encharcar de vermelho a cadeira e a madrugada.
Devaneado às 3:58 AM Fala, vai:

Domingo, Janeiro 04, 2004
Vício, ânsia.
Mesmo não devendo eu devoro tuas palavras (secretas?) que me lançam vertiginosamente para o vazio. Invento união bordando frivolidades cotidianas mas o que vejo ali são abismos de distância.

E suspiro, espreitando à janela o verão que não veio.
Devaneado às 10:37 AM Fala, vai:

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passado...
as origens se perderam no tempo. se quiser chegar ao início da história, eu te levo pela mão.


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