Poesia, sexo e devaneios.

Terça-feira, Agosto 31, 2004
ausências me instigam.
lembranças me assaltam.
eu de novo no limiar, menina-de-flocos-veludo-do-lado, nos olhos as histórias todas, na boca vontades incertas e o chocolate e o álcool com morangos tão doces. morangos!
em casa ele me pega firme e faz esquecer-lembrando repetidas vezes, gozo sobre gozo atiça quereres outros e não me deixam o olhar de soslaio e o meio sorriso e o abraço forte, um par surpreendente de olhos verdes, a mão pequena suave e quente da fada dona da casa e o toque ínfimo e único de muito antes, a ponta dos meus dedos mal alcançando outros pêlos macios e úmidos, eu a bela se ferindo na roda de fiar naquela escada escura sem príncipe do mundo que ficou pra trás.
o grito foi dela, abafado num beijo, e a mim resta atravessar febril cem anos de sonhos molhados.
Devaneado às 6:36 AM Fala, vai:

Quinta-feira, Agosto 26, 2004

Devaneado às 10:41 AM Fala, vai:

Quinta-feira, Agosto 12, 2004
Memórias feitas de tão pouco, e bem mais de três semanas, já.
Mas elas ainda me esquentam os dedos na viagem fria, eu cerro os olhos e esgueiro as mãos por baixo da manta.
Eu entreolho o vulto no banco ao lado, tão perto que me arrepia a simples possibilidade de.
Idas e vindas já formam um compasso regular, as cidades se fundem numa estrada única com delícias me esperando de um lado e de outro.
A respiração ofegante, as mãos em segredo, o ar quente do ressonar alheio e tão próximo, uma idéia ainda prenhe de promessa e abismo, eu me tornando calor e desejo de pele e cheiro.
E desta vez não demorou a vir o grito, estancado no limiar dos lábios.
Devaneado às 11:35 AM Fala, vai:


Devaneado às 11:31 AM Fala, vai:

home
passado...
as origens se perderam no tempo. se quiser chegar ao início da história, eu te levo pela mão.


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