Quase hesito, mas o vermelho me chama. Tudo na última meia hora, telefones insistentes me puxando para o mundo e o cheiro, o cheiro, o cheiro inundando tudo por aqui. Tudo diante dos meus olhos ávidos e eu sem ver e sem tocar e me entregando voluntariamente à tortura, sentindo o calor e as coxas molhadas e a boca seca numa quase-vertigem do lado de cá. Tudo se aproxima de novo, veloz, enquanto eu penso em tiros certeiros e olhos vendados e fórmulas secretas capazes de.
Eu de novo a caminho, não me esqueço das cartas nem das vontades em meio aos papéis e aos compromissos que lotam a mala aberta sobre a cama quente.