Poesia, sexo e devaneios.

Segunda-feira, Outubro 18, 2004
Hoje minhas mãos atadas, amordaçada aqui. Ontem aquelas pequenas outra vez, vontade do resto da pele e beijo macio e quem sabe agora um tom diferente de jazz. Águas piscianas, sim, maré que volta a subir e inunda lugares outros. Ciclo. Ontem meu anel de volta, espumante tornando a tarde volátil, as cores mais brilhantes no apartamento. Ontem tarô, tatuagem e olhar. E os símbolos todos lá, os sinais. Ontem eu ardendo por baixo da saia, adivinhando mãos e sorrisos e segredos entre as risadas. Jogo? E olhar, sim. E brincar com a menina que brinca de ser japonesa. Di-ver-ti-do.
Hoje enfim boas novas prestes a, o pensamento distante na tarde cinza. Hoje eu querendo entender sim de ritmos, ganhar três ou quatro linhas e talvez outra noite antes de. Eu que (outra vez, outra vez) fingi ignorar frívola o sem-fundo daqueles olhos escuros. Hoje eu na verdade querendo calar, forjar calma de sacerdotisa que minha ebulição não comporta. Hoje eu querendo talvez nada mais que lançar daqui o encanto que me trouxesse em presença e pele a moça já quase perdida entre as páginas vermelhas do livro.
Devaneado às 3:23 PM Fala, vai:


Devaneado às 3:23 PM Fala, vai:

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passado...
as origens se perderam no tempo. se quiser chegar ao início da história, eu te levo pela mão.


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