Poesia, sexo e devaneios.

Sábado, Fevereiro 26, 2005
Sei agora que não pertencer é também ser um pouco dona dos altos perfis de concreto, abraçar sua sombra noturna no deserto da calçada sob meus passos, e que olhares serão sempre os mesmos olhos a me sorrir morenos aqui ou lá, e que de cotidiano se faz quando muito sangueágua desbotado e ralo, e que sou, sim, ainda aqui tanto quanto lá.

Sei que os passos são os mesmos mesmo outros, o saber e o sonho sempre espirais como na cantiga de mais cedo
ao redor ao redor ao redor

Ao re-dor.
Saia de menina girando inflada de possibilidades, olhos febris atrás da lebre e dos cogumelos, eu de certa forma grande e pequena e alice neste país diverso sem um espelho que. Dorme meu amor que o tempo passa a correr, a correr, a correr. Eu rosa-rei-feiticeira repito sim o mantra que esconde o castelo, dorme meu amor e que o mato cresça ao redor, ao re-dor.
e aqui das páginas eu faria verdes, e aqui dos dias eu faria doces, franja de flor margeando as lápides. dorme agora, meu amor, amém.

Devaneado às 11:50 AM Fala, vai:

home
passado...
as origens se perderam no tempo. se quiser chegar ao início da história, eu te levo pela mão.


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