Poesia, sexo e devaneios.

Segunda-feira, Junho 27, 2005
verdadecomosefossesonhocomosefosseverdade.
fato é que preciso juntar este quebra-cabeça de sensações esparsas enquanto te encosto num muro de uma esquina escura de uma noite quente de um ciclo findo de repente já. que preciso baixar a blusa e erguer a saia e revelar a pele e buscar segredo e gosto e gozo enquanto tuas costas sentem o musgo e a pedra e talvez as vozes e talvez a festa e te ver gritar. e que quero que seja lento e doce e quente e brusco perverso urgente secreto e nem sei, o vermelho vivo contra o muro verde na noite preta da cidade lá. e que o querer se engancha em sorrisos banheiros vinho e mamilos morenos e bocas palavras e distâncias outras neste baú úmido que chamo âmago, escorre da escrita às cegas que chamo livro me atordoando as noites e inchando as tardes lentas frias intermináveis do lado de cá.

Devaneado às 12:55 PM Fala, vai:

Sexta-feira, Junho 03, 2005
Não era de amor que eu queria falar quando lembrei daqueles olhos. Poder, talvez, arrepio de me saber senhora da sede do outro antes mesmo de. Porque é isso que me conduz através dos dias, a certeza da transcendência e a promessa do toque, a sede de vermelho aflorando certeira e ao mesmo tempo difusa. Vermelho.
Dias rondando o livro, as sensações no limiar entre o etéreo e a palavra, memória de corredores e mãos e olhos me assaltando em lugares improváveis e revolvendo a poeira das tardes. Palavras íntimas mais cedo, a boca conhecida e a marca dos dedos na pele clara. Vontade.
Devaneado às 6:20 PM Fala, vai:

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passado...
as origens se perderam no tempo. se quiser chegar ao início da história, eu te levo pela mão.


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