ontem insone suando lençóis, conversa com saudade, livro, vontade de tinta sobre o papel do caderno que me deram. eu me sentindo esta caixa pesada que caiu da última prateleira, tudo revirado por dentro, doído, eu querendo retomar um caminho que não sei bem qual. hoje a cidade debaixo d'água, meus olhos vazando pelos cantos, um dia de desencontros sem maiúsculas e coisas me chamando lá.
talvez eu devesse mesmo virar a esquina e me derreter em chuva, talvez eu ande mesmo meio cega pra outras coisas, entrelinhas, sutilezas destoando deste meu tempo de tintas borradas melodramáticas. talvez.
sei que tenho calor e inquietude, sei que ganhei um cachecol e um poema.
vermelhos.