É que, no sonho, as minhas cartas já vinham recortadas...
Menina do ar como naquela música de tão antes, violão barco e juventude, o passado tem andado na corda bamba da superfície aqui. E eu que não sei se ainda sei dizer de vermelhos, eu abrindo janelas atrás do sol raro, tantos tantos pensamentos acridoces!
Ler mais e escrever e espanar o vulgar dos dias. Tarefas. Lida-tempo-mistério. Mistério. A boca é mesmo rosa num matiz que nunca vi, os olhos de maremoto como um perigo que suga. Sempre os abismos e os vórtices, sim, o quasefetiche de arroubos e urgências permanece e eu sigo presa ao livro querendo mundos. Penso alquimias, reviro gavetas, adivinho pinceladas noutro tom. A paciência da espera desta vez não me apraz.
Pedalei outro dia,
o vento espalhou cabelos e idéias com cheiro de grama fresca pela tarde.