para brincar na gangorra, dois De-va-gar, putinha.
Tinha que fazer força para não sorrir, as palavras escorregando em quase sussurro no quarto de sempre. Gostava de enlouquecer a outra de longe, com tempo. Queria amplificar cada sensação capaz de arrancar daquela pele antes mesmo do primeiro toque.
Ela com o olhar mais sacana se empenhou em atrasar ainda mais o movimento da mão baixando a alça da camiseta. O mamilo quase exposto ardia, teso, o cheiro quente entre as pernas já impregnando tudo. Devagar.
******
De-va-gar, putinha.
Foi o que ela me disse naquele quarto de sempre, quase sorrindo. O hálito quente me roçando o lóbulo. Gostava de me enlouquecer se fingindo distante, mesmo ali tão perto. Antes mesmo do primeiro toque, lento, arrancava gemidos da minha garganta com as mãos.
Mãos que desciam, sem pressa, até a alça da camiseta e ainda além. O mamilo então exposto ardia, teso, em contato com o dela. O cheiro quente entre as pernas já escorrendo em minha boca. Devagar.
J.
andar por lá me perturba, afundar na angústia que daqui só percebo latejar junto às têmporas, me entregar sem escudo à fera que às vezes espreito.
e traz maravilhamento, que desconhecer o conhecido pode ser instigante.
e um nó que o acre das jabuticabas não tira, um não-sei-quê em vê-la espectro-musa-refratada no breu daquelas palavras.
jogo de espelhos tortos, minha respiração acelera.
é medo que me cola à pele preta e quente. também.
perséfone e hades, sempre, sempre.
e o livro que naquele tempo como profecia.