Poesia, sexo e devaneios.

Domingo, Junho 17, 2007
Escrevo pouco.
Lenta e ocasionalmente, há os puxões nas muitas âncoras ainda lançadas. Maré. Por fora solavancos, dentro o indizível. Às vezes clarão, sim, com pedrinhas com pedrinhas de brilhante cravadas certeiras nos amores que invento. Noutras ainda o bicho. Mas menos, é verdade. De repente fiquei sábia, tudo agora me cai leve e quieto. Echarpe cor de vinho nos ombros, um sorriso de mil anos nos lábios. Ela me enxerga a lava incandescente do pordentro, eu penso em estrada e mistério enquanto tranço os dias.
O cheiro do sangue escureceu meus dedos trêmulos, só isso. Eu acho que nunca te disse, mas o que quis mesmo foi riscar com ele um pentagrama perfeito antes de sair fugida, cigarro e botas ecoando na avenida fria.

Devaneado às 12:56 AM Fala, vai:

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passado...
as origens se perderam no tempo. se quiser chegar ao início da história, eu te levo pela mão.


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