Ela diz que não, mas a cada dia a certeza me aperta a garganta.
A paz, criança, é a antítese da efervescência. Sigo morna, portanto. Oca. Toques das mãos doces remexem vontades adormecidas, semana a semana há o olhar saturnino que me toca águas fundas. Além de vir aqui, claro, morbidamente exumar antigos vermelhos.
Mas ando esquecida de mim.
(veja que não existe acaso, que estes últimos anos não se evaporaram em vão, que o azul cristalino depois de tantos dias cinzas me dá ainda vontade de gritar)